![]() |
Podcasts | Community | Create a Podcast |
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Livro de Cabeceira Radio Universidade de Coimbra's PodcastGive it a listen! |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
169. "The Adventures of Huckleberry Finn" (Mark Twain) - Parte 1
July 04, 2010 11:56 AM PDT
[Emissão Sáb.03.Jul.2010.24h] Se há livros que nos transportam até à infância e até ao verão, «The Adventures of Huckleberry Finn», de Mark Twain, é por certo um deles. Referência maior da literatura norte-americana, Mark Twain conta-nos desenxovalhadamente no linguajar da época as histórias de um garoto, Huckleberry Finn, e um escravo foragido, Jim, que se torna seu amigo. Estamos no delta do Mississippi momentos antes da guerra civil. Tom Sawyer e Huck estão ricos na sequência das suas aventuras passadas. Mas se antes a busca tinha sido ao tesouro, agora tratar-se-á de liberdade. «(...) We catched fish and talked, and we took a swim now and then to keep off sleepiness. It was kind of solemn, drifting down the big, still river, laying on our backs looking up at the stars, and we didn't ever feel like talking loud, and it warn't often that we laughed, only a little kind of a low chuckle. We had mighty good weather as a general thing, and nothing ever happened to us at all, that night, nor the next, nor the next. (...) We said there warn't no home like a raft, after all. Other places do seem so cramped up and smothery, but a raft don't. You feel mighty free and easy and comfortable on a raft.» Banda Sonora | John Fahey & Cul de Sac ("Tuff", "Come on in my kitchen"); John Fahey ("Dance of death", "On doing an evil deed blues", "St Louis blues"); Jimmie Rodgers ("Hobo's meditation"); Merle Haggard ("Jimmie Rodger's blues"). Um retrato de uma época, dos seus valores, divisões sociais e raciais, um livro que é também ele prova da enorme grandeza da escrita de Mark Twain. O verão na RUC, em 107.9FM, a ouvir aos sábados, a partir de 3 de Julho, sempre à meia-noite. 175. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 10
March 17, 2010 03:39 PM PDT
[Emissão Sáb.20.Mar.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 174. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 9
March 17, 2010 02:31 PM PDT
[Emissão Sáb.13.Mar.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 173. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 8
March 17, 2010 02:19 PM PDT
[Emissão Sáb.06.Mar.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 172. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 7
March 17, 2010 02:06 PM PDT
[Emissão Sáb.27.Fev.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 171. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 6
February 22, 2010 10:50 AM PST
[Emissão Sáb.20.Fev.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 170. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 5
February 22, 2010 10:29 AM PST
[Emissão Sáb.20.Fev.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 169. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 4
February 07, 2010 11:40 AM PST
[Emissões Sáb.6.Fev.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"); Camille Saint-Saëns (Études 5a, 5b, 6); F. Chopin (Valsa do Minuto). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. 168. "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" (Louis Couperus) - Parte 3
February 01, 2010 12:28 PM PST
[Emissões Sáb.30.Jan.2010.24h] No início do ano partimos à descoberta de uma nova língua com um dos raros audiolivros de domínio público em Neerlandês. Escrito em 1906 por Louis Marie-Anne Couperus, "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan", à falta de tradução para a língua de Camões, conhece-se em Inglês por "Of old people and the Things that Pass". Louis Couperus (1863-1923), neto de um governador das Índias Orientais Neerlandesas e filho de um juiz, nasceu em Haia, nos Países Baixos. Como era costume de famílias abastadas da época, viajou e viveu pelo mundo - Indonésia, França, Itália. À sua obra, prolífica em críticas a uma burguesia adormecida, como Henrik Ibsen faria na Noruega, atribuem-lhe inspirações em Gustave Flaubert e Émile Zola. Eline Vere, a sua heroína mais conhecida, será talvez uma prima de Anna Karenina de Tolstói ou de Emma Bovary de Flaubert. Na literatura Portuguesa da época, quem sabe, "Os Maias" de Eça de Queirós seja um ponto de proximidade. Os seus livros tornaram-se bastante populares no Reino Unido à conta das imensas traduções do destacado anglo-neerlandês Alexander Teixeira de Mattos, familiar de Oscar Wilde, responsável pelas aventuras de Arsène Lupin na língua da Rainha Vitória e ainda editor clandestino (diga-se que, naquela época, o naturalismo francês se dava mal com os bons costumes das ilhas e muitas traduções acabavam proibidas por atentado ao pudor). Louis Couperus acreditava na reencarnação e, a dado momento, o seu interesse estético aproximou-o da antiguidade clássica e do esoterismo, levando-o a uma segunda fase literária de bastante sucesso em terras alemãs. «In zijn kantoor draaide Harold Dercksz het gas hooger, en viel in zijn stoel, en staarde. Stil, stil sluierde het leven soms de dingen, de vreeslijke dingen, levens lang, en dan dreigden ze niet zoo zeer, en zoo lang de dood ze niet had weggevaagd, gingen ze, gingen ze steeds, hoe langzaam ze ook gingen... (...) Maar de dingen hadden hun sluiers geslierd en de bladeren hadden maar even geritseld; nooit was de dreiging verwezenlijkt, niemand was van achter een boom getreden; het pad was eenzaam gebleven onder zijn blik, en het pad slingerde, slingerde voort en de spookachtige dingen gingen... (...) Als een vizioen, àlle de jaren van zijn leven, had hij het Ding weêr zien oprijzen, het vreeslijke Ding, dat daar gebaard en geboren was, in dien nacht, toen hij, zeker wat koortsig, niet had kunnen slapen onder den pletterzwaren nacht, die den regen nog omhoog hield, in sterke zeilen, die niet barsten konden, en geen adembare lucht doorlieten. Het vizioen, neen het Ding, het werkelijke Dìng...» "Van Oude Menschen, de Dingen, die Voorbij Gaan" é um retrato de uma família que carrega a memória de um crime passado. 60 anos antes, em Java, Ottilie Dercksz foi surpreendida pelo marido, Harold, na companhia do amante, Emile Takma. Nessa noite, o marido foi morto e o corpo escondido. Dr. Roelofsz, o médico que assinou o óbito, compreendeu e calou-se perante a beleza da senhora. Os três seguiram caminhos diferentes e encontram-se em Haia, já com perto de 90 anos. Ottilie têm filhos com 77 a 60 anos e a sua família é próxima da de Emile Takma. Netos e bisnetos lançam suspeitas sobre o passado de ambos, numa insistência que se torna tormentosa e inquieta quem já sente a morte próxima. Banda Sonora | Wim Mertens (temas de "Father Damien" e "The Belly of an Architect"); Wim Mertens (Jaat de "Stratégie de la Rupture"); Suar Agung/Pemdem (Tangis Alit/Mebarung [jegog] de "WML Indonesia, Music in Bali"). Para ouvir no éter dos 107.9FM, a partir de 16 de Janeiro, aos sábados à meia-noite. |
About Livro de Cabeceira Radio Universidade de CoimbraFollowers
Livro de cabeceira radio universidade de coimbra's Friends
Contact MeSubscribe to this Podcast![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||